Paixão

Olhei para ela. Era linda!
Tinha charme, era sexy, brilhava ao longe!
Avancei e reparei que ela se me insinuava. Hesitei!
Era capaz de me apaixonar por ela!
Aproximei-me.
Olhei-a de alto a baixo. De frente, de perfil. Percebi que esperava que eu tomasse a iniciativa.
Toquei-lhe suavemente. Primeiro com uma mão, depois com as duas.
Senti-lhe o cheiro, as formas redondas, suaves e macias.
Rápidamente e sem sequer pensar, o meu corpo tocou o dela.
Ela nem se mexeu! Obviamente que já o esperava!
Fiz o que era devido em tal situação. E ela comecou a aquecer.
Ouvi com atenção os sons que emitia. Parecia-me perfeita, saudável, sem defeitos.
Já não havia indicios de qualquer hesitação. Tomei precauções.
Nunca devemos esquecer a segurança!
Ela estava agora entre as minhas coxas. Completamente disponível para mim!
O meu coração batia rápidamente. Aquele ronronar, aquele cheiro, estavam a enlouquecer-me!
Agarrei-a! Apertei-a com força! Ouvi o seu grito rouco. O seu arfar…
Senti que o chão se mexia! Apertei os joelhos.
Nesse momento já nada me podia fazer mudar de ideias.
Tinha que lhe mostrar tudo o que sabia.
Tinha que saber até onde ela me podia levar!
Tinha que ter a certeza que éramos compatíveis,e que estava ali a minha companhia para o Verão.

Crónica da compra da uma Suzuki Bandit 400 em 94

Rogério Carmo

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