Faro: A paixão continua

Vinte e cinco mil pessoas (segundo os dados oficiais) passaram pelo Vale das Almas para confraternizar, relaxar ou apenas para ver os espectáculos agendados. Talvez não tanta gente como nos tínhamos habituado nos últimos anos, mas seguramente mais do que suficiente para que a festa se desenrolasse em toda a sua plenitude.

De acordo com os padrões a que já nos habitou, o MCF preparou para este ano uma festa que não desiludiu ninguém, apoiado num programa variado com animação para todos os gostos e todas as idades, destacando-se a actuação dos Xutos e Pontapés, dos The Gift e de Gary Moore.
O Bike Show melhorou o seu nível, com novas regras e condições, já que agora dispõe de uma grande tenda para exposição das motos concorrentes, e deu a hipótese ao vencedor de se deslocar, em 2009, a Sturgis nos Estados Unidos, para competir no “World Championship of Custom Bike Building”, que é como quem diz, o campeonato do mundo da “costumização” de motos.

Durante o dia sucediam-se, por todo o recinto, eventos destinados a “entreter” os visitantes, com espectáculos de música, dança e animação circense para miúdos e graúdos. Claro que, como habitualmente, grande parte dos visitantes abandonava temporariamente o recinto para dar um “saltinho” à cidade ou à praia de Faro.

De resto, e tal como nas edições anteriores, a tenda electrónica continuava a cativar os mais foliões, a feira oferecia um sem-número de artigos mais ou menos exclusivos e sempre relacionados com as duas rodas ou com a vaidade de andar nelas, o pó dos caminhos era eficazmente combatido, as refeições desenrolavam-se dentro da normalidade, a cerveja corria fresquinha, as caipirinhas sambavam, os pastéis de nata os churros e as farturas apagavam qualquer réstia de ansiedade e, tudo junto, favorecia o convívio e fomentava o espírito de Faro que mais uma vez provou que continua vivo e se recomenda.

As autoridades mantiveram-se atentas sem, no entanto, tomarem medidas exageradas, sinal de que os motociclistas nacionais estão mais calmos e já perceberam que “se beber, se não tiver o equipamento de protecção obrigatório ou o veículo em condições legais de circulação, ou ainda se quiser mostrar comportamentos mais exacerbados” mais vale não vir para a rua e permanecer sossegado dentro do recinto.
O tempo voltou este ano a não ajudar e, no Sábado à noite, chegou mesmo a cair uma morrinha desagradável, apesar de a temperatura não ter baixado significativamente, depois de ter sido até demasiado alta nos dias anteriores.

Feitas as contas, o saldo foi muito positivo. Afinal, a paixão continua, como dizia o “slogan” da organização que, por tudo o que aqui foi dito, merece mais uma vez os parabéns.
Vêmo-nos daqui a um ano!

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