Portugal marca pontos na Mobilidade Eléctrica

Esta manhã em Lisboa, decorreu a Conferência “Recharging Portugal – A Energia que nos move”.

Durante o evento, realizado no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, o Primeiro-ministro José Sócrates anunciou a criação de 100 pontos de carregamento já em 2009 e mais 1300 postos até 2011.

Esta rede piloto para a Mobilidade Eléctrica, a Mobi-E, vai contar com pontos de carregamento lento (com duração de 6 a 8 horas), que permitem o aproveitamento da energia eólica produzida durante a noite, e pontos de carregamento rápido (20 a 30 minutos), para carregamentos feitos durante o dia.

A rede será compatível com todas as marcas de veículos eléctricos e acessível em diversos locais, nomeadamente em parques de estacionamento público, centros comerciais, bombas de gasolina, hotéis, aeroportos garagens particulares e vias públicas.

Um conjunto de 21 municípios: Guarda, Faro, Braga, Viana do Castelo, Guimarães, Sintra, Évora, Castelo Branco, Loures, Porto, Lisboa, Almada, Leiria, Coimbra, Setúbal, Beja, Aveiro, Torres Vedras, Santarém, Cascais e Gaia, aderem de imediato a esta iniciativa, tendo sido escolhidos através de critérios de densidade populacional, de situação geográfica estratégica, de volume de tráfego automóvel e de proximidade geográfica com eixos viários estruturais. Uma série de empresas, como a Galp, Jerónimo Martins, Sonae Sierra Chamartín, Emparques, ANA e Estradas de Portugal também se ligaram a esta iniciativa.

O posto de carregamento propriamente dito, foi desenvolvido e concebido por um consórcio de empresas nacionais liderado pela Efacec, envolvendo também a EDP Inovação, a Novabase, a Critical Software e o CEIIA, o Centro para a Excelência e Inovação na Indústria da Mobilidade.

No âmbito do mesmo projecto, o Governo e os municípios da rede piloto criaram ainda mecanismos para incentivar a aquisição e utilização de veículos eléctricos, que passam por isenção de ISV (Impostos sobre Veículos) e IUC (Imposto Único de Circulação), deduções fiscais na aquisição (IRS para particulares e IRC para empresas) e incentivos ao abate de veículos convencionais em fim de vida.

Por outro lado, os veículos eléctricos terão prioridade na circulação em vias de alta ocupação e terão acesso a zonas preferenciais de estacionamento nos centros urbanos.

Este projecto prevê ainda que os proprietários de veículos eléctricos venham a ter um cartão pós-pago.

Ainda em fase de estudo, o cartão, desenvolvido também pela Efacec, irá registar os consumos de electricidade feitos por cada proprietário, e debitá-los na sua conta bancária. Este cartão permitirá ao seu utilizador escolher o operador (fornecedor de energia) que desejar, consoante as tarifas praticadas.

Neste momento, Portugal é capaz de produzir 43% da electricidade que consome, através de energias limpas renováveis.

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