Campeões

Chegou ao fim a temporada de 2010 de MotoGP. Uma época atípica. Num ano em que se iniciou uma nova categoria no campeonato, a Moto2, e se finou a antiga classe de 250cc. Uma temporada que, num pleno, em todas as classes, sagrou três espanhóis como campeões mundiais: Jorge Lorenzo (MotoGP), Toni Elias (Moto2) e Marc Marquez (125GP)

Uma temporada que viu o “Rei” Valentino Rossi a sofrer na carne, pela primeira vez, as graves consequências de uma queda, e a mostrar ao mundo os avanços da tecnologia médica e uma vontade enorme de vencer e não abrir mão do título de Campeão, inspirando-se nele para protagonizar uma recuperação em tempo recorde, das graves lesões contraídas. Como se isso não chegasse, Rossi ainda deixou provado que um verdadeiro campeão não teme regressar às pistas depois de uma experiência traumática. A prova é que venceu uma corridas, e deu luta, e conseguiu pódios e “Pole-positions” como se nada lhe tivesse acontecido. Aliás, a sua decisão de mudar para a Ducati em 2011, terá sido mais prejudicial na obtenção de bons resultados, nas últimas provas, do que o próprio acidente de que foi vítima.

Mas esta foi uma temporada que deu uma grande e rara oportunidade ao novo génio da modalidade: o “X Fuera”, o miúdo dos Chupa Chupas, o batalhador Jorge Lorenzo que viu na queda do seu companheiro de equipa, Valentino Rossi, a oportunidade de entrar para a história pela porta grande.

Um campeão precisa de sorte, da tal “estrelinha” que vira a seu favor as piores probabilidades. E Jorge Lorenzo, mais por mérito próprio que por força das circunstâncias, provou ser outro campeão. Teve génio, teve sorte e aproveitou a oportunidade. E para que não sobrassem dúvidas, terminou este campeonato batendo o recorde de pontos e pódios conseguidos numa época: somou 383 pontos, em 16 subidas ao pódio, num total de 17 corridas, das quais venceu 8, tendo acabado por também vencer a última prova do campeonato, já detentor do título de campeão, em Valência, onde nunca antes tinha conseguido ganhar.

Mas vamos ter que esperar pelo próximo campeonato, para ver se realmente Lorenzo vai conseguir manter a Yamaha na liderança, frente a uma Ducati domada por Valentino Rossi e a par com uma Honda que Stoner vai tentar trazer de volta à ribalta. Vamos ter que esperar para ver se afinal temos ou não, mais um grande campeão.

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